terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Final de ano

Bom dia.

Estou no HUSM, sem exames. É o tal de recesso! As atividades eletivas no final do ano diminuem sensivelmente. Faz parte da cultura da população e do serviço púbico. Há um certo hipnotismo da sociedade no mundo todo. Muito dessa hipnose é fabricada pela mídia, vértice dos interesses do comércio. Assim, resta-nos aceitar esse enraizamento cultural e procurar não cair no vazio. Aproveitar esses momentos para refletir sobre nossa vida, nossos valores, nossos planos, nossa família. Falando nessa última, as datas de final de ano, principalmente o natal, nos trazem muita nostalgia e temos saudade de nossas fantasias de criança. O mais difícil, certamente, são as ausências dos entes queridos. Há, como era bom meu natal com meus pais, minhas irmãs. Era um momento mágico ( apesar do medo do papai noel ). Hoje, infelizmente, a sociedade derivou, exageradamente, pela rota do consumismo. Não conseguimos mais reviver um natal genuíno como antigamente. Resta-nos redenhar a data máxima do cristianismo ( lembram-se? ), para reunirmos nossos familiares contemporâneos e podermos externar nosso amor. Por fim, reforçar nossos laços de amizade e fraternidade com o próximo.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Encruzilhada

Boa noite.

Caríssimos,

volta e meia, nos vem na cabeça, casos de pacientes de difícil tomada de decisão. É, como se estivéssemos em uma encruzilhada. Se formos para a direita podemos encontrar isso ou aquilo, e, se formos para a esquerda, aquilo ou isso. Quando o desfecho é favorável, é uma maravilha. Mas, quando o desfecho acaba em óbito, é terrível. Aí, começam os questionamentos: se tivesse ido por outro caminho, se tivesse utilizado outro dispositivo( em Cardiologia Intervencionista ), outro medicamento, se, se, se, ... É claro que nos debruçamos sobre grandes estudos, sobre a experiência adquirida em nossa residência médica, sobre dicas de nossos mestres. Porém, cada caso é um caso e as doenças se comportam de diferentes formas. Determinadas lesões são fáceis de ultrapassar, dilatar e obter um fluxo coronário normal ( Timi 3 ), enquanto outras, apresentam fenômenos de no-reflow, slow-flow, e o vaso não se mantém aberto ( Timi 0). Na clínica, também, sentimos esse gostinho amargo, quando o nosso antibiótico escolhido dentro das orientações da infectologia ( antes de termos os resultados das culturas ), não conseque frear a sepsis que se instala. Vamos a nocaute!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Lei do ato Médico

Boa noite.

Colegas, ultimamente, um dos temas que tem gerado inúmeras interpretações e discussões acirradas, entre os profissionais de saúde, é a lei do Ato Médico, que está tramitando em Brasília.
Ora, senhores, guardadas a má fé de alguns atores, de ambos os lados, que "legislam em causa própria", não me parece difícil nos posicionarmos em relação ao tema. A abordagem ao paciente deve ser multidisciplinar, pois é impossível dominar todas as áreas. Porém, o diagnóstico e o tratamento sào prerrogativas do médico. Cabe a esse profissional utilizar as ferramentas necessárias ( história, exame físico, exames complementares ) para um adequado diagnóstico e indicação terapêutica. Se o tratamento for medicamentoso, ele é o único responsável por essa prescrição. E, se houver necessidade de outras terapias, encaminhar o paciente para os demais colegas da área da saúde. Devemos enfatizar que o tipo de tratamento, a partir daí, é de competência do profissional que foi formado para esse fim. O médico deve ter o retorno do paciente para certificar-se dos resultados de sua conduta e a equipe deve interagir para discernir determinadas dúvidas, que podem surgir durante a terapêutica, não esquecendo nunca que suas atividades tem por fim beneficiar o paciente.