terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Lei do ato Médico

Boa noite.

Colegas, ultimamente, um dos temas que tem gerado inúmeras interpretações e discussões acirradas, entre os profissionais de saúde, é a lei do Ato Médico, que está tramitando em Brasília.
Ora, senhores, guardadas a má fé de alguns atores, de ambos os lados, que "legislam em causa própria", não me parece difícil nos posicionarmos em relação ao tema. A abordagem ao paciente deve ser multidisciplinar, pois é impossível dominar todas as áreas. Porém, o diagnóstico e o tratamento sào prerrogativas do médico. Cabe a esse profissional utilizar as ferramentas necessárias ( história, exame físico, exames complementares ) para um adequado diagnóstico e indicação terapêutica. Se o tratamento for medicamentoso, ele é o único responsável por essa prescrição. E, se houver necessidade de outras terapias, encaminhar o paciente para os demais colegas da área da saúde. Devemos enfatizar que o tipo de tratamento, a partir daí, é de competência do profissional que foi formado para esse fim. O médico deve ter o retorno do paciente para certificar-se dos resultados de sua conduta e a equipe deve interagir para discernir determinadas dúvidas, que podem surgir durante a terapêutica, não esquecendo nunca que suas atividades tem por fim beneficiar o paciente.

domingo, 29 de novembro de 2009

Atualização em AVC

Boa noite.



Na última quinta-feira, dia 26 de novembro, no Espaço Cultural do ICOR, tivemos a oportunidade de assistirmos a última Sessão Científica do ano. O tema abordado foi atualização em AVC com o MD. Fábio P. de Oliveira, pós-graduando em Neurociências pela PUC/RS. O AVC
é a doença que apresenta a maior mortalidade no Brasil. Assim, reveste-se de importância as políticas públicas para atendimento dessa patologia, que também apresenta alta morbidade deixando milhares de brasileiros inválidos. E, cabe a comunidade médico-científica, estudar mais aprofundadamente os diagnósticos e tratamentos para uma melhor abordagem da enfermidade. Fábio demonstrou domínio do assunto, estando a par dos últimos ensaios internacionais e nos transmitiu o conhecimento atual. Chamou-nos a atenção os níveis de pressão extremamente altos preconizados pelos neurologistas na condução terapêutica do AVC isquêmico( principalmente para os cardiologistas ), nos dez primeiros dias: se PAS>220 ou PAD>110: captopril 25 mg SL. Ainda, se não houver risco de aspiração, deixar a cabeceira do leito em 0 e não em 30 graus(?). Por fim, Oliveira discorreu sobre o uso de trombolíticos na fase aguda do AVC isquêmico, após a tomografia, destacando o delta t de 03 horas. Apresentou um percentual ainda baixo de pacientes que se beneficiam com esse tratamento no mundo todo. Esperamos que esses índices melhorem em breve.

domingo, 15 de novembro de 2009

Planos de saúde

Boa noite,

Nesse domingo, 15 de novembro, aniversário da proclamação da República, estava lendo o jornal do final de semana e me deparei com a matéria "A guerra da saúde"( Zero Hora, pg. 16 ). Meus amigos, de forma resumida, o jornalista conseguiu apresentar a diferença entre a assistência médica atual e a nova, nos Estados Unidos( EUA ), proposta pelo presidente Obama. Chama a atenção os números dos pacientes sem qualquer cobertura ( 46 milhões de 300 milhões de habitantes ), as falências pessoais nos EUA ( 50% ) causada, pelo menos parcialmente, por gastos com saúde. A nova lei de Barak pretende estender o seguro de saúde para os americanos sem assistência médica, modernizar o sistema e diminuir os custos de programas públicos a longo prazo. Dentre essas medidas, impede práticas irregulares das seguradoras, como a restrição de atendimento a portadores de doenças preexistentes. Isso vem de encontro com o que pensamos.
Porém, isso está contrariando muitos interesses. As empresas privadas temem ser obrigadas a adotar um plano geral de saúde, em vez de coberturas específicas para cada paciente. Ora, caríssimos, ninguém tem bola de cristal para saber do que vai adoecer. No laboratório de hemodinâmica, sentimos na pele ( e no bolso ) quando recebemos um paciente de empresa privada, em caráter de urgência, e seu plano "contratualizado" não contempla os materiais necessários para a resolução da doença aguda e, muitas vezes fatal ( infarto agudo do miocárdio ) . Outra crítica que pontuamos, refere-se a bancada do Partido Republicano, que repudia a interferência do Estado na economia. Então é assim é, na quebradeira do sistema econômico pode, mas na saúde não ?